A garrafa estava lá, cinzento líquido,
E guardada no bar como troféu.
Que bebida, pudesse afagar.
Fui incentivada pelo aplauso da tua galera,
Tomei do líquido cinzento, no todo.
E sobre um vidro do mais puro cristal.
O derramei.
Ví então o fluido contente esparramando-se.
Espantei o vento, não pisquei, não respirei.
Não atrapalhar. Era a questão.
A quietude era tal,
que escutava-se o marulhar do líquido
a vencer empecilhos inexistentes.
Ainda secando refazia-se o texto.
E deu para ler, estava bem claro.
Estava só e liquefeita.
ValériaSorohan
Selinho recebido do blog









