29 de outubro de 2010

Saia


Use saia
Saia de dia
Saia de noite
Sai de si...

Ps: 1- O texto não é meu, é uma campanha publicitária de uma revista de moda.
Ps: 2- Acredito em coincidências e comportamento dirigido.Mas isso fica para outro post!


Selinhos do blog Verso & Prosa




26 de outubro de 2010

Origami



Dobrar,
desdobrar,
desconstruir,
descobrir segredos.
Assim também
é a vida.
Como nos detalhes
 da folha branca
 que nos revela 
mais do que a gravura
e a forma escondida
na dobradura.

ValériaSorohan

21 de outubro de 2010

Meu Doce Valium Starlight


" Tem gente subindo pedestais de escada rolante
e ainda tem a audácia ignóbil de confundir status com Divino,
amizade com talento 
e meu dom com porra nenhuma"

"Meu Doce Valium Starlight" - Pág. 8 ( Maicknuclear).


Recebi este selo
do blog Soltando Linhas

17 de outubro de 2010

Tango invertido



A vida é um compasso ternário
de três tempos ou dois apenas.
Depende do prazer literário
e da dor de certas cenas.

Cenas reais descrevendo inexistências
ou fantasias que bem podiam ter sido.
Prolongar um verso ou demorar cadências
ou calar a escrita em algo suprimido.

ValériaSorohan

14 de outubro de 2010

Nossas marés



Hoje eu estou
  aqui

13 de outubro de 2010

Palco e picadeiro


Às vezes
 eu morro.
Noutras,
o vento
sopra vida
e eu fico assim,
como
quem sonha.

ValériaSorohan

8 de outubro de 2010

Um certo clima


É tempo
o lamento
do vento

A alma levada,
lavada,
desejada
de sonhos

A pele
em sereno
brilhante,
querendo
afago

As mãos
atrevidas
poemando
rimas,
sob a luz
das estrelas.

ValériaSorohan

5 de outubro de 2010

Minhas tempestades


Verbalizar emoções é tão desonesto,
criminoso, forjado...
Morrer poeta, por metáforas.
Nunca viver como filósofo,
pretensioso,
decadente,
imortal e pobre.
O que me sufoca
é esse amor infinito pelas pessoas.
E ainda que,
com trinta e poucos anos de tantos amores,
aqui estou eu, só.
Talvez Deus não saiba,
 mas por todos os apóstolos,
a solidão me sufoca.
Um minuto e eu posso morrer.
Morrer mesmo.
Sem querer.
O vazio, a solidão, esse eco.
Viver, viver, viver...

ValériaSorohan

1 de outubro de 2010

Ecos do passado reverberam no presente


Na minha alma,
ecos dormentes
de um silêncio
em forma de poema,
que não te dediquei.

ValériaSorohan