Às vezes falta-me o ar,
quase sempre as palavras,
mas nunca a capacidade de apreciá-las.
Às vezes, crio asas,
noutras, tenho pés de barro.
Às vezes, meus olhos se iluminam,
noutras, sou só tempestade.
Às vezes nem mão, nem contra-mão.
Às vezes nem a estrada existe.
Às vezes nem asfalto, nem solo, nem terra sob o solo, nem céu sobre o asfalto.
Às vezes (sempre) somente a necessidade, pura e simples.
À vezes quero dizer, mas me faltam palavras,
Às vezes quero sorrir, mas me faltam sorrisos,
Às vezes quero chorar e lágrimas nunca me faltam...