26 de janeiro de 2013

Marcha batida



Cavalo é jogo.
É risco,
vento e fogo,
entre outras coisas,
além de símbolo da impetuosidade do desejo.
Branco, representa o dia, a luz, o instinto dominado.
Preto, a noite, as trevas, o galope descontrolado.

18 de janeiro de 2013

Ensaio do adeus


Existem pessoas que se tornam eternas... E sua ausência, por mais que soe contraditório, faz com que elas sejam ainda mais percebidas.
Algumas cenas marcam o poema e a vida continua na página seguinte.

11 de janeiro de 2013

Horizontes

Salvador Dali

Horizontes: onde se encontram eles? Quanto mais dele nos aproximamos, mais fogem de nós. E, no entanto, cercam-nos atrás, pelos lados, à frente. São horizontes que nos indicam direções. Referencial do nosso caminhar. Há sempre os horizontes da noite e os da madrugada, horizonte dos horizontes, testemunha das coisas ainda ausentes, rede de desejos, confissão da espera.

2 de janeiro de 2013

Pourquoi, mon Dieu?



Às vezes falta-me o ar,
quase sempre as palavras,
mas nunca a capacidade de apreciá-las.
Às vezes, crio asas,
noutras, tenho pés de barro.
Às vezes, meus olhos se iluminam,
noutras, sou só tempestade.
Às vezes nem mão, nem contra-mão.
Às vezes nem a estrada existe. 
Às vezes nem asfalto, nem solo, nem terra sob o solo, nem céu sobre o asfalto. 
Às vezes (sempre) somente a necessidade, pura e simples. 
À vezes quero dizer, mas me faltam palavras,
Às vezes quero sorrir, mas me faltam sorrisos, 
Às vezes quero chorar e lágrimas nunca me faltam...