27 de dezembro de 2011

Tim tim


Amor pra recomeçar
(Frejat)
Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Feliz 2012 a todos os amigos blogueiros

22 de dezembro de 2011

Retrato brasileiro


A verdadeira homenagem de Selton Mello mostra que nem precisa haver uma ditadura no país para que o brasileiro tenha cara de palhaço. Perdemos o incentivo de votar em promessas não cumpridas. Na era da ditadura o povo não votava. Não se aprende a votar com pessoas que não cumprem o que falam, nem ligam para o povo. Realmente Selton Mello definiu quem é o brasileiro: somos palhaços e votamos em palhaços de mau-caráter, sem um pouco de patriotismo e honestidade.

14 de dezembro de 2011

A insustentável leveza


Cansada dos números na balança que teimam em aumentar,
diluo minhas vontades.
Me alimento a pão e água,
já que a carne teima em fazer birra.

10 de dezembro de 2011

Ballet



A brisa fria varreu a planície, carregando a borboleta em suas correntes.
A borboleta voou de um lado para outro, subindo, mergulhando, planando para cima e para baixo.Ignorando as flores.Não buscou seu pólen de cheiro forte nem se deleitou com seu doce néctar. Em vez disso, decidiu voar mais alto, aparentemente obtendo sustentação com o próprio ar.
E ali ficou, uma bandeira amarela tremeluzente suspensa no céu pálido. Não aterrissou em nenhum arbusto para descansar. Mas também não se aventurou sequer uma vez. Satisfeita em pairar acima dos campos coloridos, ficou voando de um lado para o outro, sem parar para comer, beber ou descansar.



A Farsa (Prólogo)

9 de dezembro de 2011

Um pouco de Drumonnd



"... Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão"

3 de dezembro de 2011

A sublimação do desejo na entrega das palavras


A sua
presença
é metáfora
perfeita
para
a minha
questão.
Em palavras
eu me redimo
do pecado que não pude
e tanto quis.

ValériaSorohan

1 de dezembro de 2011

Colisão


Na pressa de perceber
o eco surdo da batida,
também fiz o meu B.O
nesse acidente é a vida.

ValériaSorohan