Outro dia vi um casal de velhinhos sentados em um restaurante, cabecinhas brancas, mãozinhas dadas. A cena foi encantadora, mas demorou alguns segundos para eu descobrir o porquê. Então percebi que eles possuiam algo precioso: Uma doçura no olhar. Segui o meu caminho, eles ficaram para trás, e a imagem permaneceu comigo.
Ser doce no início do relacionamento é fácil, mas segurar a onda durante décadas de convivência parece realmente admirável.
Todos nós, temos um quê de abelha.
Sabemos fabricar mel e, ao mesmo tempo,
conservar nossos ferrões escondidos.
Faz pare da natureza, diria. Só que às vezes,
até por instinto de sobrevivência, alguns
exageram nas ferroadas e esquecem de produzir
o doce que alimenta os relacionamentos.
Doçura é uma via de mão dupla.
A gente dá e a gente quer receber.
Se não for assim, bem, aí as abelha podem picar.
É os pequenos detalhes que tornam a vida mais doce. Fiquei sabendo que aquele casal de velhinhos que citei no início do texto, almoça todos os dias no mesmo restaurante. Brindam, sorriem e são sempre gentis um com o outro. Quero ser como eles. Ter a cabeça deles. Na verdade agora é que eu entendi. Os cabelos brancos, são puro algodão doce.