28 de fevereiro de 2010

Ferida cicatrizada




Lágrimas nos olhos quando
Eu romântica
Masturbei seu nome
Pela última vez

26 de fevereiro de 2010

De bode


Quem confia fia.

Quem não confia

Não dá nem bom dia
Mania que as pessoa tem de querer que você esteja sempre falando da sua vida. Gosto de ter meus momentos de ficar em silêncio.
Quem nunca teve um momento de mal humor na vida… fala sério!
É impressionante que justamente nos dias em que só queremos um pouquinho de paz e sossego, todo mundo acha de conversar, querer saber como você está.
E os taxistas. Uma vez entrei num táxi que tive que conversar sobre o tempo, sobre o jogo, sobre a violência, se eu era casada… ahhh não dá viu, não é questão de antipatia não, é que tem dias que realmente não dá! E uns minutinhos de silêncio é tão bom.

24 de fevereiro de 2010

Emilio Caldeira Filho


* 12.10.1997 Laranjal Paulista (SP)
† 10.01.1998 São Paulo (SP)

Por ter sido também filho de Deus, nascido milho, natural de Laranjal Paulista, assim como outros teve vida curta.
Robusto, cheio de vida, cultivava ideais revolucionários - jamais gostaria de ter sido uma pamonha, muito menos acabar em óleo de cozinha Mazzola ou integrante das Refinações de Milho Brasil.
Criado em um milharal da família Mancini, quase foi escolhido e virou curau. Mas teve um fim meio triste: morreu nos dentes de um torcedor palmeirense, na saída do estádio Palestra Itália, ao lado da barraquinha de milho cozido.
Quem colheu, dizem, logo depois morreu.
Verdade? Mentira? Deus viu...



A Caixa Cultural (Caixa Econômica Federal) trouxe para as cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e São Paulo a exposição itinerante BRAVA GENTE, do notável artista plástico, ilustrador e designer gráfico Tide Hellmeister, considerado o pai da colagem no Brasil. Ontem fui ver a mostra que me fez rir com esse quadro, que escolhi para o post, esse é o Emilio Caldeira Filho, não podia ter encontrado um nome melhor para um milho numa cadeira.
Alguém me disse uma vez que as pessoas que mais se aproximam de Deus são os artistas e os poetas. Ah! me desculpem pela foto, é que a resolução da minha máquina não é muito boa em ambiente fechado.
BeijooO. Fui ali e volto já!

22 de fevereiro de 2010

De volta ao campo




Alguém já viu uma galinha com pena ao vivo? Tudo bem que os moradores deste interiorzão do Brasil estejam rindo da pergunta, ou me achando maluca. Afinal, cavalos, vacas, porcos, galinhas, mangas e mexiricas fazem parte do dia a dia da grande maioria dos brasileiros. Mas imagine a pergunta sendo feita apenas para quem vive em grandes cidades como São Paulo. Ah, nesse caso é diferente. Pode parecer inacreditável mas, é verdade: muita gente só conhece galinha na condição de assada, expostas naquelas televisões de cachorros, nas portas das padarias e dentro de sacos plásticos nos supermercados.
Essa falta de conhecimento de coisas tão banais me leva a pensar que seria extremamente saudável agregar aos zoológicos das grandes metrópoles alguns bichos indispensáveis para a cultura brasileira, como a vaca, a galinha, a codorna,o peru, o cavalo, o porco, o carneiro o cabrito. Pensando exatamente nas crianças, os paulistaninhos que só conhecem esses bichos de ouvir falar.
Costumam olhar essa tese de viés, mas é compreensível. Para quem tem vergonha de ser taxado de caipira, zoológico de verdade deve ter só girafa, leão, gorila, etc. Mas um toque de caipirice não faz mal a ninguém. E teria livrado um amigo do vexame absoluto, durante uma curta viagem a uma cidadezinha do interior paulista próximo a Ribeirão Preto. Quem mora lá é de lá mesmo e muitos jamais arredaram o pé do lugar, onde até hoje primo casa com prima.
Meu amigo é craque em filosofia, sociologia, economia, psicologia e muitos ias mais. Tem profundo conhecimento de informática e discute com desembaraço as teorias de Marx, de Engels, de Jung, de Sócrates e de Platão. Atualmente, é um estudioso das perspectivas do neoliberalismo.
Estavamos na pequena cidade quando surge em disparada um bando de galinhas-de-pescoço-pelado, numa algazarra só. Meu amigo ficou visivelmente desconcertado por alguns segundos. e arriscou a pergunta:
-Isso é peru?
"SEo" Dalmir, o dono da venda, analfabeto de pai e mãe, que presenciou a cena e ouviu a bobagem, limitou-se a erguer os olhos para os céus, como se fizesse uma prece.
Não disse nada. Mas com certeza pensou:
- Que sujeitinho mais ignorante!

20 de fevereiro de 2010

Enredo catártico




Amores
Amoras
Horas
A teus pés...

18 de fevereiro de 2010

Solilóquio





-Oi
-Oi
-O que foi?
-Nada
-Como nada?
-Ué, nada oras
-O que você tem?
-Nada
-Tem sim, o que?
-É, eu tenho...
-Então conta o que é
-Não sei, parece que o mundo parou
-Explique melhor
-Parece que o mundo parou, tudo morreu e só ficou eu
-Calma,não aconteceu isso, eu estou aqui
-Mas você não conta...
-Por que não?
-Porque você sou eu
-Ah é... havia me esquecido
-Viu só, só existe eu
-E eu?
-Tá, só existimos nós.

17 de fevereiro de 2010

Lupa sobre o Brasil


Carnaval acabou e agora realmente o ano começa. E por falar nisso, é ano eleitoral.
Que tal lançarmos a campanha "hostilize um político em público", a princípio somente com palavras. Se eles não corarem de vergonha, partiriamos para o uso de sólidos (tomates.ovos...). Tirando aquele que atacou a sapatada um político, desconheço qualquer outra manifestação.
Brincadeiras de lado, falemos sério agora. Somos os reponsáveis por outorgar poder aos políticos. Por esse motivo nunca deixei de votar. Faço isso porque meu voto é uma grande arma para limpar as sujeiras da política no Brasil.
Sei que o voto não é o único nem, talvez, o mais eficaz instrumento, mas é o que está ao alcance de todos, em que no uso todos são iguais. Há quem tenha mais acesso a educação, há quem tenha menos. No voto todos têm o mesmo peso.

12 de fevereiro de 2010

Dolce far niente

Certas coisas são eminentes no carnaval: Velha guarda chorando, carro alegórico quebrando, Luma de Oliveira desfilando...
É carnaval chegou. À mim, bate à porta um convite tentador: tempo disponível para a preguiça, o lazer, o dolce far niente, o ócio. E que mal pode haver nisso, se na aceleração cotidiana pouco se consegue tempo para a leitura de um livro ou um cochilo após a refeição.
Bom carnaval a todos que curtem a festa. Coloquem a fantasia, a camisinha, o pé no samba, com muito alegria.
Até!

9 de fevereiro de 2010

Das minhas andanças



Ser mineiro é não dizer o que faz, nem o que vai fazer,
É fingir que não sabe aquilo que sabe
É falar pouco e escutar muito
É passar por bobo e ser esperto
É vender queijos e possuir bancos.
Um bom mineiro não lança boi na embira
Não dá rasteira no vento
Ñão pisa no escuro
Não anda no molhado
Nao estica conversa com estranho
Só acredita na fumaça quando vê fogo
Só arrisca quando tem certeza
Ser mineiro é dizer "uai", é ser diferente
É ter marca registrada, é ter história
Ser mineiro é ter simplicidade e pureza
Humildade, modéstia, coragem e bravura.
Fidalguia e elegância.
Ser mineiro é ver nascer o Sol
E o brilhar da Lua
É ouvir os cantos dos pássaros
E o mugir do gado
É sentir o despertar do tempo
E o amanhecer da vida.
Ser mineiro é ser religioso, conservador
É cultivar as letras e as artes
É ser poeta e literato
É gostar de política e amar a liberdade
É viver nas montanhas e ter vida interior
É ser gente.

(Texto afixado no caixa de um restaurante de beira de estrada do interior paulista)

8 de fevereiro de 2010

O outro lado

Os fumantes vêm se tornando, há algum tempo, alvos da repressão exercida por não fumantes e ex-fumantes, reforçada agora legalmente pelo governo paulista, que proíbe o fumo em locais públicos fechados ou mesmo externos, se cobertos. Fumar tornou-se definitivamente out! Faz mal à saúde do fumante ativo e do passivo e, no limite, sobrecarrega o sistema de saúde público. Mas quanto ao custo social,quem já viu um fumante inveterado perder emprego, família, amigos?
Não, eu não estou fazendo apologia ao fumo, mas tenho notado que a bebida é a estrela do horário nobre. Tal como o cigarro hollywoodiano fez geração inteira apostar que, com ele entre os dedos, cada um seria um galã ou uma diva.
Hoje o drink, o chope, a cerveja, a caipirinha, o uísque, vendem a imagem do sucesso, do chique, do descolado, do bem-nascido. Mas o bebedor inveterado perde a saúde, o emprego, a família, os amigos. Alguém se habilita?

5 de fevereiro de 2010

Marca de passagem



Penso que, entre os principais deveres da gente está o de testemunhar, atestar o que vimos, ouvimos e, em certos casos, sentimos. É que ninguém é dono do minuto que vive. Esse instante de vida pertence a todos, sobretudo aos que ainda não estão aqui.

3 de fevereiro de 2010

Viagem no tempo

"Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras, o seu conceito? E que assunto mais familiar e mais batido nas nossas conversas do que o tempo? "
(Santo Agostinho - Confissões)
É fascinante imaginar um dia voltar no tempo e ver momentos históricos notáveis como a Pré-história, o Egito Antigo, o seu próprio nascimento ou de seus avôs, de seus pais. Ou ir para o futuro e descobrir acontecimentos ainda não acontecidos, inclusive o resultado dos jogos, das loterias... É só fascinação.
Chegou em minhas mãos através de um amigo, uma edição censurada, de 13 de dezembro de 1968 do jornal O Estado de S.Paulo. Foi distribuido em um evento em julho de 2008 na Cinemateca Brasileira, pelo próprio jornal.
Folhear um jornal de outros tempos traz muitas coisas curiosas. Os cinemas não eram nos shoppings, que nem existiam. O centro era cheio de bons cinemas. O estranho mundo de Zé do Caixão, O Planeta dos Macacos eram os filmes que faziam sucesso.
Era o tempo do cruzeiro novo, cuja sigla era NCr$. Um exemplar do Estado de S. Paulo custava NCr$ 0,25. No caderno de empregos presisava-se de datilógrafas e o salário era de NCr$ 350.
O transporte ferroviário de passageiros, praticamente extinto no governo FHC,anunciava-se para dali a dois dias o início das operações de um trem da Mogiana de Campinas a Brasília. E uma novidade; o mêtro. Um anúncio da Prefeitura informava que no dia seguinte começariam as obras do mêtro "transportará 80 mil passageiros por hora" O prefeito era Faria Lima.
No noticiário internacional, o assunto era a formação do gabinete de Richard Nixon, recém-eleito presidente dos EUA (o ex-presidente JK comentava: "Nixon é um reacionário atuante da direita").
Fora as causas políticas da censura, as coisas que já sabemos, foi interessante ler o jornal. Impossível viajar para o futuro, já para o passado...

1 de fevereiro de 2010

2012, 2014, 2016



Gente, como disse antes, ando sem ideias blogáveis...rs
Essa imagem recebi de uma amiga por email. Mas Deus é brasileiro, então sendo assim, o mundo vai acabar só em 2017 :)