5 de outubro de 2010

Minhas tempestades


Verbalizar emoções é tão desonesto,
criminoso, forjado...
Morrer poeta, por metáforas.
Nunca viver como filósofo,
pretensioso,
decadente,
imortal e pobre.
O que me sufoca
é esse amor infinito pelas pessoas.
E ainda que,
com trinta e poucos anos de tantos amores,
aqui estou eu, só.
Talvez Deus não saiba,
 mas por todos os apóstolos,
a solidão me sufoca.
Um minuto e eu posso morrer.
Morrer mesmo.
Sem querer.
O vazio, a solidão, esse eco.
Viver, viver, viver...

ValériaSorohan

58 Mil comentários:

Anônimo disse...

As estrelas disseram que por amar demais, fiquei assim solitário morrendo em algazorres... Eu que não amo mais assim!

Érica Amorim disse...

É que viver e viver, as vezes, significa a morte de tantas coisas... muito mais pra quem se dedica às palvras e se entrea às pessoas.

bjO

Pelos caminhos da vida. disse...

Depois da tempestade vem a calmaria...

beijooo.

AC disse...

Esse aperto, esse sufoco, é apenas a vontade de viver a conspirar algo, a temperá-la para novos voos...
Mas não se impaciente. Esse é que não pode ser o caminho.
(Valéria, o seu poema tem uma tal força que consigo imaginá-la no desespero...)

beijo :)

chica disse...

Essa sensação logo depois é substituída...Linda inspiração!beijos,tudo de bom,chica

• Murillo Japa disse...

Ola Dando uma visita (espero retribuição rs) :)
Muito bom seu Texto .

Abraço .

Anônimo disse...

"a solidão me sufoca. "
por enquanto está sendo bom está só, espero que ela não venha a me sufocar.

:)

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida
A solidão é um vazio de nós próprias, custa a suportar.
Adorei o teui poema.

beijinhos com carinho
Sonhadora

ONG ALERTA disse...

Tudo volta ao normal, beijo Lisette.

C@uros@ disse...

Olá amiga sensível Veléria Sorohan, me lembrei agora dos pensamentos do menino poeta que já se foi... "solidão, só se for a dois". Concordo com você,morrer não, viver, viver, viver.

Forte abraço

C@urosa

Suzana Guimarães disse...

Valéria,

Se eu pudesse, eu a colocaria no colo e tocaria de leve teus cachos, pois solidão mata, solidão enlouquece.

Outra coisa é estar só. É bom o vazio, o silêncio, o tempo para nós, o espaço não dividido, mas é estar só, apenas um tempo verbal.

Não cabe em mim a solidão e creio que em você também não. Apenas cabe em nós, preenchimentos.

Um abraço apertado, de amiga.

Anônimo disse...

"O vazio, a solidão, o eco..." e um silêncio que grita e atropela a alma em seus incômodos cômodos...

Beeijos

Rosemildo Sales Furtado disse...

É um tipo de situação que nos obriga a adquirir um pouco de experiência, para que possamos enfrentá-la no futuro no caso de um possível retorno. Rsrs.

Beijos,

Furtado.

Rosane Marega disse...

Ixi amiga, sera que nós somos muito complicadas?
rsrs acho que não ne...
Beijossss

Vanessa Souza disse...

Filósofos devem ser mais felizes do que poetas...

Ou menos miseráveis, rs.

lis disse...

Liberar afetos e nunca sufocá-los.
De preferência materializar as emoções , seja por quaisquer canais.As palavras nos salvam.
grande poema, linda Valéria!
beijinhos

Anga Mazle disse...

Esse eco - viver, viver, viver - é o vento que leva e traz as velas de todos o sentimentos, Valéria. Quando ele sopra forte, não fica pedra sobre pedra, palavra sobre palavra... nem as mais fortes, como rinoceronte, bigorna, troglodita, hecatombe, catapulta...

Em criança, quando eu sentia medo na hora de dormir, gostava de pronunciar lentamente, repetidas vezes, como se fosse um mantra, a palavra mais pesada e assustadora que eu conhecia... cachumba!... cachumba!... cachumba!...

Beijos, queridíssima!

Anga Mazle disse...

P.S.: Eu pronunciava com a grafia certa - caxumba - mas "axo" que os 30 anos estão me pesando feito "xumbo"...

Anônimo disse...

Sabe descrever sentimentos como quem pinta uma tela...nuance por nuance...a vida em seu degradê.

Beijos linda.

Poliana Fonteles disse...

Oba! hoje tem valéria! Poxa MInha cara, você tem sabor nas palavras...

Amo te ler...

Abraço da Poly(aquela que te aprecia)

Pelos caminhos da vida. disse...

Passou a sua dor de cabeça amiga?

Espero que sim.

Bom dia para vc.

beijooo.

*lua* disse...

Logo que vi a imagem e o título "tempestade", notei a profundidade das palavras que são sempre rasas para aquilo que sentimos. Senti aqui teu sufoco, um pouco dele, pois teus sentimentos avizinham-se aos meus. Viver é um ajuntado de informações que desnudam nossos sonhos e por isso, essa impressão de solidão. Devemos sonhar novos sonhos, pois é o nosso único combustível para caminharmos esperançosos por entre espinhos! Lindo teu sentimento Valéria querida!

Castro disse...

Seu blog é lindo, suas palavras são belas, *-*

Parabens

Mil beijos

Anônimo disse...

Os ecos da nossa ânsia de viver atravessam nossos sonhos e, mesmo em face de uma solidão atroz, fazemos poesia como quem sangra pelos dedos!
Adoro sua poesia. Me encanta. Me inspira.
Li meus "atrasados" e deliciei-me.
Obrigada por esses momentos de beleza.
Beijokas.

Sonia Parmigiano disse...

Valéria,

Que lindo verso!!!Viver na solidão, suportanto as tempestades que causam em nosso interior...mas nada podemos fazer, a solidão por vezes é necessária...mesmo que nos entristeça.

Um grande beijo!

Reggina Moon

Priscilla Marfori... disse...

Que lindo, amo ler e sentir, obrigada por me proporcionar isso!
Belo blog e grande abraço.

ErikaH Azzevedo disse...

É o pensar que nos faz se sólitário, o sentir nos tira da solidão. melhor poeta que filosofo minha linda...o poeta sempre tem companhia, e qdo não tem inventa...

Te serve o meu abraço inventado...vai um forte, doador de força , recheado de carinho...

Meus beijos

Erikah

Zélia Guardiano disse...

Belíssimo, Valéria!
Belíssimo!
Versos consistentes, lindos!
Passam credibilidade... Sei que parece esquisito desejar , no verso, esse atributo que menciono, mas, que fazer , se ocorreu-me isso?
Adorei seu poema, querida!
Beijo, Valéria!!!

Anônimo disse...

Viver, viver... é mesmo um eco, às vezes, e só, isso só.

Beijo.

ONG ALERTA disse...

Viver é o que devemos fazer, beijo Lisette.

Daniela Filipini disse...

Me identifiquei muito, maravilhoso.
Adoro o que você escreve, sempre.

Laryssa Saboya disse...

Nossa, lindo blog, parabens. se poder depois da uma passadinha no meu. bjos.

Renato Oliveira disse...

E nós realmente precisamos vivenciar estas tempestades, não é? pois do contrário, o que mudaria em nós? abraços.

Tânia T. disse...

É... a solidão sufoca!!!


Lindo post.. perfeito!!

Beeijo

meus instantes e momentos disse...

solidão é simples questão de tempo.
depende mais de nós,
o tempo que esse tempo vai durar...
Maurizio

Priscilla Marfori... disse...

Ler você querida é um prazer sem medidas...
Estou lhe seguindo, me segue também? Assim não perderemos contato!
Grande B-Jo. no seu coração.

Talles Azigon disse...

gente que divino isso que divino tomara que nunca sejamos filosofos eu acho todos uns chatos no fim os poetas s~~ao solitarios

A.S. disse...

Valéria...

A pior das solidões é aquela que sentimos, apesar de acompanhados!

É lindo o teu poema!

Beijos
AL

Anônimo disse...

Valéria, boa tarde!

Será que você aceitaria escrever para o Nossas Marés dia 16 de outubro? rs...

Pode me escrever suzana.martinss@gmail.com ?

Beijos

Toda Mulher Gosta disse...

Ameiiiiiii o blog e to seguindo !
Beijão flor *-*
http://meninasprumff.blogspot.com

acervopop disse...

Valéria,

As rasuras que sobrevivem a tantos amores descritos em versos comoventes,

Um beijo

Anônimo disse...

Valéria...por DEOSSSS!
Que coisa mais linda...
Mas não, voce não esta só,estamos todos juntos nesta solidão...
bjossssss

Laura disse...

Estava com saudades das suas palavras, minha vida está uma correria, mas não poderia deixar de dar uma passadinha por aqui. Eu sei bem esse tipo de solidão que diz, não aquela da companhia, mas sim uma solidão interior. Lindo teu texto. Meu beijo.

Lina disse...

Prefiro morrer poeta, por metáforas, também. Do que
nunca viver como filósofo, pretensioso,
decadente,imortal e pobre. Gostei disso!

Anônimo disse...

Medida profilática?? Nem eu sei o que é hahaha foi um termo que ouvi por aí
Beijão

João Lenjob disse...

Verbalizar.... Adorei!!
É bom passear por aqui. Informo que tem mais cinco poemas novinhos em meu blog http://lenjob.blogspot.com e peço que se der uma passadapor lá, não deixe de dar uma olhada na barra à direita do site que tem muita coisa interessante, tá? Abaixo um poema.

João Lenjob.

Com Todo Amor
João Lenjob

Não me toque
Nem retoque
Não provoque
Nem reboque o peito meu
Que junto ao seu fez um amor
E fez amor com todo amor
Enfeitador que enfeitiçou
Que atiçou, que assim caçou
E não tem dor, nenhuma dor
Somente cor, beleza e odor
Num coração que já é meu
E junto ao seu fez alegrar
O que era triste
E hoje é esperança
De um olhar como criança
Com a andança de um amanhecer
Diferenciado o renascer
Do dia.

Maurício Costa disse...

Quando tua confusão cessar e tu conseguires coordenar todos seus ímpetos, só então conseguirá se livrar de tuas tempestades do vazio, da solidão e do teu eco, e só então[2] nunca mais morrerá, pois aqueles que dizem o q pensam, jamais morrem! [MC!]

grande abraço

ΞĐU disse...

Oi, Valéria...
Muuito bom o seu blog, suas idéias e seu bom gosto. Parabéns pelo trabalho.
Estou te seguindo.
Saudações,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)

Sonia Parmigiano disse...

Valéria,

Passando para deixar um beijo e o meu desejo de um ótimo final de semana!!

Reggina Moon

Francys Oliva disse...

Ainda bem que as tempestades são passageiras.
Bjs. Tenha um excelete final de semana.

Unknown disse...

Pesado, hein...

ótimo feriadão pra você!

Manuela Freitas disse...

Querida Valéria,
Isto é devaneio ou é a sério? Os poetas podem ser uns fingidores, como dizia Pessoa, eu gostava mais que estivésses a fingir e então dizia que poesia subtil e tão real!
Beijinhos,
Manú

Daniela Filipini disse...

Lindo e profundo. (:

Jeannie Maria disse...

Faço das suas palavras as minhas, e fico imaginado para que tantos sentimentos que carrego se eles só podem dar vazão em formato de poesia. Talvez seja este o destino...
Um ótimo FDS,
B-jim.

Anderson disse...

Tempestades sempre passam seja ela em alto mar um em um copo de agua.
O sol voltara a brilhar e o mar plácido também.
A questão é o aprendizado que tiramos de cada tempestade.

Pois já é de ciência que navegar é preciso viver não é preciso.( Fernando Pessoa )

Omnia Vincit!

Anônimo disse...

tempestuoso poema. No entanto, "Viver, viver, viver" é um verso da cor do arco-íris.

[Ananda] disse...

acho qme sinto assim as vezes meio solitária,mas sim com essa ânsia de viver ,viver e viver pra ver as coisas,pra aprender,por mais q eu me sinta assim sei q depois vem novas coisas e retorna o ciclo de tudo de novo..o.O

Raphaah Abreu disse...

Tua escrita é de esbugalhar os olhos
e Cair a Boca das Palavras!
Muito bacana teu espaço...

virei teu fã

agora te sigo aqui!

Raphaah Abreu

Postar um comentário