2 de janeiro de 2013

Pourquoi, mon Dieu?



Às vezes falta-me o ar,
quase sempre as palavras,
mas nunca a capacidade de apreciá-las.
Às vezes, crio asas,
noutras, tenho pés de barro.
Às vezes, meus olhos se iluminam,
noutras, sou só tempestade.
Às vezes nem mão, nem contra-mão.
Às vezes nem a estrada existe. 
Às vezes nem asfalto, nem solo, nem terra sob o solo, nem céu sobre o asfalto. 
Às vezes (sempre) somente a necessidade, pura e simples. 
À vezes quero dizer, mas me faltam palavras,
Às vezes quero sorrir, mas me faltam sorrisos, 
Às vezes quero chorar e lágrimas nunca me faltam...

29 de dezembro de 2012

Ataque súbito de ansiedade (Feliz Ano Novo)



A verdade existe pra gente sair pela tangente em doces devaneios. Os sonhos dão vida a moribundos amanheceres, com um sol que brilha e que reina em corpos cansados, tão jovens, tão limpos, tão medrosos, correndo atrás de um arco-iris que não tem fim, sem tomar as ferramentas de um trabalho, só querendo navegar em águas tranquilas e mágicas.
Tao irreal pode ser a realidade onde se desvirtua o ser, e o querer, em sonhos loucos, quase impossíveis de viver.

11 de outubro de 2012

Observações

"Jovem mulher vestida para o Baile" - Berthe Morisot

Eis que o tempo é futuro. Não me engano, não é condicional. É um quase certamente imperativo.
Vejo a partir de uma janela , que tenho perspectivas. Espalho nessa cinzenta paisagem o colorido imaginário da minha alma, e não são montanhas o que vejo, com seus segredos e obstáculos, mas sim o mar calmo, sob a aurora ou o ocaso, não importa. Importa que sejam águas que se movem e trazem o imperativo futuro do amanhã. Amanhã tão certeiro quanto o amor é certeiro, porque ele é a origem, a razão de toda a vida.

9 de outubro de 2012

Matinê


Tem  trilha sonora,
tem poema miscelânea.
Depois de alguns desencontros,
sobe a luz em lenta câmera.
O mocinho beija a mocinha,
 o final feliz se rende,
 a luz acende.
 Afinal é só...
the end

ValériaSorohan

28 de setembro de 2012

Balada do sonho que chora


Subtraindo-se 
sonhos, 
somam-se 
frustrações.
Na vida, 
a matemática 
é louca.

ValériaSorohan


27 de setembro de 2012

O que fazemos na dúvida?


Quem já não experimentou a mais profunda desorientação, desespero, para onde ir? E agora? O que digo pros meus filhos? O que eu digo a mim mesmo?
Como é terrível para uma pessoa solitária atingida por uma calamidade particular. Ninguém sabe se estou
doente, ninguém sabe se preciso de um amigo, ninguém sabe se fiz algo errado.
Imagine o isolamento, e você vê o mundo por uma janela; de um lado do vidro, pessoas felizes e despreocupadas e do outro lado, você.

Do filme "Doubt" (Dúvida)

A única coisa que devemos temer é o próprio medo.

3 de agosto de 2012

a gramática junto aos meus sentimentos.


Quando escrevo derramo nas palavras aquilo que o meu coração está cheio. Não só são simples letras, mas versos organizados em sintonia com a ortografia, Luanda melo dos santos)

Nada é mais livre que as palavras!
Nada é mais sensual que despir cada silaba!(A.S)

Escrever é uma arte, uma pintura.
Escrever é um prazer, um vício.
Escrever é uma forma de escape.
Uma das mais lindas formas de expressão.(poupeé amelie)

31 de julho de 2012

Blackouts



Há blackouts que
nos fazem companhia
 no silêncio das noites.
Há noites de tal silêncio 
que minha companhia
é o blackout.
Há dias em que o burburinho
acompanha minha solidão silenciosa.

ValériaSorohan

24 de julho de 2012

Leveza


Deixa-te ir nas asas do vento! 
Sentirás a alegria dos pássaros, 
a leveza das nuvens... 
e poderás encontrar a porta do infinito!

Valéria Sorohan

18 de julho de 2012

Vidraça



Palavras são borboletas
desmistificadas de intenções.
Voam além,
com vontade
de tecer mais tempo.
E passa o tempo.
E o tempo se torna versos de todas as estações.
E assim, 
tudo é verso do lado de cá.

ValériaSorohan